Completo 19 invernos nessa segunda-feira. Estou aqui chorando porque uma das minhas melhores amigas de infância vai embora - chorando e escutando I will always love you. Entrei da universidade daqui (é, Direito). Mudei de emprego.
Só consigo sentir pânico.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
If my pillow could talk
Terminei a limpeza externa, mas por dentro estou podre. O vazio preenche. Preciso de risadas, e ao mesmo tempo quero estar longe delas - escondida com meus onze livros, no quarto agora vazio. Eles não me dão mais atenção e eu não sei se me sinto aliviada ou ressentida por isso.
ps. Deixei meu currículo em 3 lugares, 2 me ligaram de volta. Meu apelido em casa, agora é "Professorinha". Ganhei um pedaço de bolo como presente de 1º emprego (na verdade eu só queria comer bolo e arrumei uma desculpa).
pps. o outro lugar acabou de me ligar.
pps. o outro lugar acabou de me ligar.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
'I don't like you in that way."
Era uma vez uma menina que só se apaixonava por gente que não gostava dela. Sempre que essa menina falava de um garoto, os amigos dela começavam a pressionar "você deve contar a ele!". Mas ela era tímida e não tinha um pingo de amor-próprio - então enrolava, se apaixonava ainda mais e no fim se declarava da forma mais literária possível (cartas e coisas assim). A menina sempre acabava ignorada, doente de amor e por fim amargurada. Nunca na vida ela tinha sido amada "de volta". Então ela acabava comendo um pedaço de torta, lendo um livro, tomando chá e pílulas pra dormir.
(a paixão do outro post? curei comprando um livro da virginia woolf)
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
"Estou entregue a ponto de estar sempre só."
Na primeira vez que eu amei, imaginei nós dois numa casa com cerquinhas brancas e noite do pôquer. Eu tinha 14 anos e bem... Tinha começado a ler romances de banca de jornal e estava determinada a assisti a maior quantidade de comédias românticas adolescentes que eu pudesse. Então digamos que o meu primeiro amor foi meio baseado no “Sonho americano” (mas não, eu não tive sonhos envolvendo pétalas de rosas caindo do céu, isso seria loucura demais até pra mim).
No ano seguinte, eu comecei a ler Jane Austen. Primeiro Orgulho e Preconceito, depois Razão e Sensibilidade. Assisti todas as versões possíveis de cada filme baseado nas obras da Jane. Li Emma, Mansfield Park, Persuasão e por último A Abadia de Northanger. O amor passou, mas a Jane ficou. Com 17, num dos melhores momentos da minha vida, conheci a casa onde ela terminou os maiores romances. Lembro até hoje do cheiro da casa, da sensação de tocar na escrivaninha dela e pensar “O Sr. Darcy nasceu aqui”. E desde então, Jane Austen é minha escritora do coração. E agora eu sinto que a entendo perfeitamente – porque me apaixonei de novo, no melhor estilo Austen.
Eu o conheço há menos de um ano. Nós nos vimos duas vezes. Mas eu sinto que poderia passar o resto da vida com ele. “Como?” eu me perguntei várias vezes. Como é possível se apaixonar por alguém que você mal conhece? Foi aí que me lembrei dos livros da Jane Austen. Elizabeth e Darcy mal se tocavam durante o livro e quando se falavam, trocavam farpas. Elinor e Edward conversaram poucas vezes. Bastava um olhar. Uma palavra. Um gesto. E bum! Ali estava o amor. Por que isso não seria possível hoje?
Nós temos o mesmo gosto literário e cinematográfico. Ele gosta de Sex Pistols e Miles Davis (achei que isso fosse impossível, que eu fosse a única!). Ele gosta de Harry Potter, ficção científica e Van Gogh. Deus! Nós dois amamos Van Gogh. Ele vai ao cinema sozinho – nós somos do mesmo clubinho da solidão. E eu juro que nunca conheci alguém tão jovem e tão cavalheiro. Quando ele fala comigo na internet, meu coração bate tão forte quanto quando eu o vi do outro lado na rua (nas vezes que nós nos vimos). Eu nem consigo pensar direito agora, com tantos clichês pulando dentro da minha cabeça. É maravilhoso e doloroso ao mesmo tempo. Porque eu tenho quase certeza é unilateral.
Eu sei que poderia fazê-lo feliz. Eu sinto. Mesmo me sentindo tremendamente inadequada pra ele, porque ele é lindo e eu sou esse projeto que ser humano que ainda está tentando se descobrir, que não se encaixa em nenhum padrão de beleza (e que nem ao menos se ama), eu sinto que poderia fazê-lo feliz. Talvez ele nunca descubra. Talvez ele nunca perceba. Mas eu acredito naquilo de “se você ama, deixe ir”. Basta que ele seja feliz.
Eu tenho muito amor dentro de mim. Amor que eu neguei por bastante tempo por achar não sei por qual motivo que amar era demonstrar fraqueza. E agora ele está explodindo e eu não consigo controlar.
(Ou talvez eu tenha te inventado na minha cabeça, como diria Sylvia Plath).
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