sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

meu erro

há dias em que não é possível controlar os pensamentos
e todos os momentos pequenos voltam, e os sinais pequenos martelam
não significou nada. não significou nada, penso em oração

há dias em que penso que talvez você também pense
e sinto algo estranho, parecido com esperança, mas lembro que pra algumas pessoas essas coisas são só um jogo
eu sei que não significou nada, e repito que não significou nada, como uma oração

queria poder apagar tudo, mesmo sabendo que apagar talvez implique em um retrocesso
eu queria poder me preservar, e não cometer nenhum deslize
porque significou muito pra mim. e pra você nada. e se a oração for forte o suficiente, isso tudo vai embora.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

"So pass me by, I'll be fine. Just give me time."

eu escuto a discografia do damien rice, e penso comigo mesma: eu preciso voltar a fazer coisas que gosto.
quando eu faço o que gosto e cresço, eu me sinto mais feliz. quase tão feliz quanto eu me sinto quando consigo ajudar o próximo - coisa que estabeleci como propósito de vida em algum lugar do passado (e segue sendo a coisa que me faz sentir completa).

o amor está em absolutamente tudo, e eu ainda vejo romance na lata de lixo. e talvez não aconteça comigo.
e tá tudo bem.

domingo, 3 de janeiro de 2021

eu nunca aprendi

 em noite de almirante, o machado de assis me ensinou que quando as promessas são feitas, quando coisas são ditas, elas são de verdade. mas as coisas mudam. 

o que machado de assis nem nenhum outro autor me ensinou, foi a tirar a dor do peito quando se é trocado. quando as coisas mudam pro outro, e não pra você. quando você passa e repassa imagens na sua cabeça, e não consegue se concentrar em mais nada, e só de pensar no assunto sente um nó na garganta e os olhos enchem de lágrima.

o tempo cura essas coisas, mas o tempo não passa mais rápido quando a gente quer. 

e é desesperador.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Mais do mesmo

 Eu espero não sofrer mais por quem não me respeita, nem respeita meus sentimentos.

Eu também espero conseguir escrever rápido, e arrumar um emprego longe de onde estou (e em um lugar que seja melhor que esse, e que seja bom pra mim).

Eu espero poder sorrir com meus amigos de verdade, abraçá-los e deixar todo esse peso pra trás.


E foda-se esse ano que me tirou gente e quebrou meu coração.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Eu quero ir embora

Vai chover por pelo menos três semanas seguidas, e meu humor está sendo pautado por isso. Começou com um frio absurdo, causado por alguma depressão climática que baixou a temperatura pra 4 graus durante o dia, e eu senti tanta dor nos joelhos e nas mãos que fui comprar um edredom a mais, pra ficar enrolada durante o dia. Meu mau humor era visível. Eu proclamei aos quatro ventos que meu objetivo de vida virou morar em um lugar em que o aquecimento não custe o olho da cara, e eu possa conseguir viver dentro de casa sem sentir dor de tanto frio.

Eu preciso levantar e ir pagar a faculdade (debaixo de chuva!), mas estou aqui deitada no escuro, olhando para a fresta de "luz" que entra no quarto. Eu preciso ir embora. Eu ainda estou muito dentro da situação do português filho da puta, e moro com alguém que também está na situação e me fez sofrer, e quase todos os dias algo me faz lembrar que ninguém aqui gosta de mim o suficiente pra respeitar os meus sentimentos.

Eu sinto falta da minha família e dos meus amigos. 

Todos os meus amigos que me ajudaram, que me entenderam, que me acolheram, que não me julgaram, estão longe. Em Porto Velho, em São Paulo, em Casa Branca, em Londres. Ou sou eu que estou longe? Eu queria poder passar por essas coisas do coração perto dos meus amigos. É o normal, não é? Todo mundo que tem amigo perto acaba sofrendo menos. Ou as coisas passam mais rápido, não sei. Eu tenho a impressão que essa minha intensidade seria diluída se eu pudesse ter meus amigos perto.

Eu ainda sinto raiva, e me sinto traída. Eu queria vingança. Mas eu também queria esquecer essas pessoas, e fingir que elas nunca existiram.