quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Por trás das paredes amarelas.
Todos aqui em olham com olhos psicopatas, querem devorar minha alma. Perguntam constantemente se estou bem, se minha alma está boa, controlam meu corpo, preparam minha carne pro jantar. Querem menina macia, menina controlada, os canibais. Canibais, por todos os lados! Canibais, se escondem por trás de roupas comportadas, etiquetas, punições e "conhecimento"; condenam tudo que não seja casto, puro, santo, divino, católico, apostólico e romano. Estão me preparando aos poucos. E eu sigo, entre a dor e o torpor.
Amor, de Clarice Lispector.
Enxerguei o universo ao meu redor, calei-me e me enchi de um amor indescritível. E tive vontade de chorar.
sábado, 21 de agosto de 2010
Sobre-vi-vendo.
5:20, é hora de levantar. Banho, jeans, tênis, bolsa, café - sem café, senta e espera. Trânsito, escola, aula. Intervalo. Aula. Intervalo. Aula. Almoço. Aula. Intervalo. Aula. Casa, sala de estudos, jantar, quarto, banho, cama.
Não sei o que é dormir direito, ter uma hora pra comer, liberdade de expressão, livros, filmes, não ter dor nas costas, não me sentir entorpecida, dar um abraço, falar "eu te amo", me olhar no espelho, cantar alto e falar palavrão.
Mas hoje eu tirei folga. Ai folga. Fui tomar um açaí, passear no parque e ao barzinho - com gente que conheço há menos de um mês. Amanhã vou ao cinema. Vou comprar um livro. Pra ver se vivo um pouquinho.
Não sei o que é dormir direito, ter uma hora pra comer, liberdade de expressão, livros, filmes, não ter dor nas costas, não me sentir entorpecida, dar um abraço, falar "eu te amo", me olhar no espelho, cantar alto e falar palavrão.
Mas hoje eu tirei folga. Ai folga. Fui tomar um açaí, passear no parque e ao barzinho - com gente que conheço há menos de um mês. Amanhã vou ao cinema. Vou comprar um livro. Pra ver se vivo um pouquinho.
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