quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Legal

Hoje eu dei entrada no meu visto, e recebo minha residência em mais ou menos um mês.
Eu já tinha dado entrada no visto ano passado, antes de vir pro Porto, mas a burocracia portuguesa é maior que a brasileira; então eu fiquei presa aqui em Portugal desde o fim do meu visto de turista (de 11 de dezembro até quando chegar meu cartão de residência). Final de semana passado eu fui pra Lisboa e voltei tão doente, mas tão doente, que ontem passei o dia na cama - febre, uma tosse horrível e tanta dor no corpo que era ruim respirar) - provavelmente por conta de estresse por causa desse visto (imunidade baixa, cá estamos).
Eu me senti presa. Não conseguir trabalhar, não conseguir ter um número pro seguro de saúde, não conseguir sair do país (eu podia ter passado Natal e Ano Novo na Inglaterra, bem white people problem) me deixaram com um sentimento de "estou num limbo" que só me atrasou. Mas enfim. Hoje eu fiz a entrevista. No máximo daqui a um mês tenho meu cartão na mão. Estou tossindo tanto que meu peito dói, e to esperando a Denisse, minha colega de apartemento, trazer um combo vegetariano do McDonald's porque é a única coisa que eu consegui ter vontade de comer desde que meu apetite voltou.
Eu devia ter um termômetro e um aparelho de inalação aqui comigo, mas acho que só vou comprar quando estiver trabalhando. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Mestrado

Eu escrevo cada vez menos pra mim e sou cada dia mais engolida pelo mundo.


(eu deveria estar escrevendo trabalhos, mas não aguento mais olhar pra tela do word)

domingo, 17 de março de 2019

Ierushalaim

Aqui vai um resumão do meu fim de 2018 e começo de 2019:
- Eu terminei meu Trabalho de Graduação Individual sobre mulheres na literatura hebraica e Yehudit Hendel e tirei 9 (enlouquecida, tomando dois remédios e quase quinze quilos mais pesada que no começo da faculdade);
- Desenvolvi um ódio pelo Bolsonaro e por quem votou nele... tão grande que não passou até agora;
- Passei cinco dias em Lisboa, jantei ouvindo fado, descobri que prefiro vinho branco e acostumei a comer sobremesa depois do almoço;
- Passei dois meses como voluntária em um hostel em Tiberíades, trabalhando com gringos, praticando meu hebraico e conhecendo Israel;
- Fiz uma tatuagem em Jerusalém, no estúdio mais antigo do mundo;
- Encontrei Deus na Igreja do Santo Sepulcro, na segunda semana de 2019. Eu ainda choro quando penso nisso.
- Cortei o cabelo e fiz uma franja ontem.

Logo mais volto com mais detalhes. Preciso procurar mestrado.

ps. Obrigada, como sempre, Marte. Acho que meu ano de 26 anos será mais equilibrado. To trabalhando pra que isso aconteça.

sábado, 18 de agosto de 2018

amor

eu acho que as coisas funcionam da seguinte forma:
apesar de muito sentimental, eu racionalizo tudo demais. então por mais que eu sinta muitas coisas, elas ficam sempre aqui dentro, e eu acabo não mostrando muito pra ninguém. às vezes eu acho que as pessoas enxergam as coisas pelo buraco da porta, porque eu deixo tudo fechado - e eu deixo tudo fechado porque sinto demais. 
é muito bom se permitir, mas eu não sei se quero me permitir o tempo todo. eu sei que viver tem dessas coisas, mas eu não acho que eu deva ou mereça sofrer por certos motivos. é muito bonito ficar vulnerável na frente de alguém, mas a humilhação que eu sinto depois, a paranoia, a vergonha, são muito maiores que as coisas boas... e é por isso que eu resolvi me fechar de novo. não sei por quanto temp. há algumas sessões de terapia eu falei que sabia que era necessário ter equilíbrio na vida, e que talvez eu devesse me abrir mais, que tudo isso que eu coloco na frente do que vai me trazer equilíbrio é só uma desculpa pra não enfrentar certos medos. mas hoje eu decidi que não quero passar por isso agora. eu não quero ficar vulnerável, sentir dor, esperar algo de alguém, me sentir insegura e humilhada.
em alguns anos eu volto a pensar nisso, 
mas não agora.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

still I cling

eu não ainda não estou pronta pra terminar algo que nem começou, porque todas as minhas inseguranças estão aqui, estampadas no meu rosto
mas aquele buraco no peito, aquele calafrio, aquele nó na garganta
aquele gosto de fim
tá tudo aqui