parede branca
deitada num sofá verde olhando pras paredes e pro teto
desejava que ele desabasse em cima de mim
pra que eu não tivesse o trabalho de levantar pra tomar pílulas brancas
parede lilás
minha mãe me abraçava enquanto eu soluçava
querendo achar algum motivo pra viver
parede roxa
não desgrudava do computador
lia coisas sobre amor e meu coração batia mais forte
e eu queria fugir dali e ir atrás do que sempre sonhei
parede branca
eu estou sozinha de novo
e bate a tristeza e também o desespero por estar triste
eu desejo com todas as minhas forças não cair de novo
mas eu não lembrava como era difícil
domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
Mil e uma noites de preconceito ditos por uma cara bonitinha.
Eu prometi pra mim mesma que ia passar um bom tempo sem opinar mas não deu. Agora que o sangue quente esfriou eu consigo pensar em algo menos inflamado pra falar sobre o caso Sheherazade. Não que eu deva me importar com isso, com ela, com quem a defende, mas enfim, é o tipo de assunto que fica preso na cabeça e só sai quando se escreve.
Eu cheguei à conclusão de que não gosto do tipo de jornalismo que ela e que muito mais gente além dela faz - esse "jornalismo" opinativo. Você pode chegar pra mim e dizer que o jornalismo mudou e que essa é uma nova forma de fazê-lo, mas eu vou simplesmente olhar na sua cara e dizer que não me importo. Não que minha opinião valha alguma coisa, mas enfim, é isso que eu acho: jornalista opinando como se fosse verdade é uma merda. A Sheherazade falar sobre sociedade como jornalista (e não como socióloga) é como um jornaleiro falar sobre química experimental tendo visto só química básica na escola. Ele pode ser um entusiasta, mas sabe apenas o superficial e não tem know-how pra falar e se considerar um formador de opinião sobre o assunto. Colocar um jornaleiro entusiasta de química experimental pra falar pra várias pessoas é irresponsável - porque ele não tem conhecimento profundo e vai acabar falando alguma bosta. E dependendo do público a quem ele se dirige, as consequências da bosta falada podem ser graves; um público que não pesquisa e só reproduz, por exemplo.
Você pode me dizer que a jornalista sabe sim coisas sobre a sociedade, porque faz parte dela. Aí eu te digo: desculpa cara, mas ela sabe tanto de sociedade quanto eu - branca, de família rica que teve pouco ou nada de contato com gente de outra classe social e não faz ideia de como o mundo real funciona. A diferença entre nós duas é que eu tive sociologia na escola e sei que olhar o mundo com a minha lente e achar que tudo é "preto no branco" é burrice.
Você pode chegar pra mim com frase de Voltaire e uma hashtag se achando muito esperto e estudado, mas eu vou pedir pra você pensar com carinho naquela pessoa especial da história que acaba com quase todo argumento: Hitler. Hitler tava lá todo pimpão usando do direito de liberdade de expressão dele e acabou manipulando uma nação inteira que estava fragilizada e fula da vida com geral - a vida, o governo, a inflação, os judeus... E o resto da merda vocês sabem né. Lavagem cerebral.
Você pode cuspir na minha cara "minha filha, você também é preconceituosa, todo mundo é". É amigo. É por isso que eu tô no facebook e não em rede nacional. E é justamente por isso que eu defendo e provavelmente sempre vou defender jornalismo informativo e não opinativo.
Eu cheguei à conclusão de que não gosto do tipo de jornalismo que ela e que muito mais gente além dela faz - esse "jornalismo" opinativo. Você pode chegar pra mim e dizer que o jornalismo mudou e que essa é uma nova forma de fazê-lo, mas eu vou simplesmente olhar na sua cara e dizer que não me importo. Não que minha opinião valha alguma coisa, mas enfim, é isso que eu acho: jornalista opinando como se fosse verdade é uma merda. A Sheherazade falar sobre sociedade como jornalista (e não como socióloga) é como um jornaleiro falar sobre química experimental tendo visto só química básica na escola. Ele pode ser um entusiasta, mas sabe apenas o superficial e não tem know-how pra falar e se considerar um formador de opinião sobre o assunto. Colocar um jornaleiro entusiasta de química experimental pra falar pra várias pessoas é irresponsável - porque ele não tem conhecimento profundo e vai acabar falando alguma bosta. E dependendo do público a quem ele se dirige, as consequências da bosta falada podem ser graves; um público que não pesquisa e só reproduz, por exemplo.
Você pode me dizer que a jornalista sabe sim coisas sobre a sociedade, porque faz parte dela. Aí eu te digo: desculpa cara, mas ela sabe tanto de sociedade quanto eu - branca, de família rica que teve pouco ou nada de contato com gente de outra classe social e não faz ideia de como o mundo real funciona. A diferença entre nós duas é que eu tive sociologia na escola e sei que olhar o mundo com a minha lente e achar que tudo é "preto no branco" é burrice.
Você pode chegar pra mim com frase de Voltaire e uma hashtag se achando muito esperto e estudado, mas eu vou pedir pra você pensar com carinho naquela pessoa especial da história que acaba com quase todo argumento: Hitler. Hitler tava lá todo pimpão usando do direito de liberdade de expressão dele e acabou manipulando uma nação inteira que estava fragilizada e fula da vida com geral - a vida, o governo, a inflação, os judeus... E o resto da merda vocês sabem né. Lavagem cerebral.
Você pode cuspir na minha cara "minha filha, você também é preconceituosa, todo mundo é". É amigo. É por isso que eu tô no facebook e não em rede nacional. E é justamente por isso que eu defendo e provavelmente sempre vou defender jornalismo informativo e não opinativo.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
quarta-feira, 2 de abril de 2014
are you being sarcastic?
continua fazendo tudo e pensando sempre nos sentimentos dos outros, vai
vai fazer um bem do caralho
vai fazer um bem do caralho
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